Há momentos que somos grandes e fortes, em que vivemos o nosso mundo de fantasia, deixando-nos mergulhar pelos melhores sentimentos que jamais o ser humano seria capaz de sentir. Sentir amor, é algo tão forte e tão belo que deixava por vezes no ar, o medo, a dúvida e o receio de um dia, por entre os dedos deixar-te escapar um dia.
Começou tudo tão naturalmente, que nem me apercebi daquela avalanche de sentimentos que sentia. A amizade foi o tiro de partida para um jornada complexa mas única, onde nos fomos conhecendo aos poucos e poucos. Entre uma conversa e outra, o meu coração vibrava de alegria. Por momentos, esquecia todos os que me rodeavam e aquela pessoa brilhava para dentro de mim como luz, num quarto escuro.
A apoteose entre o seu sorriso e o seu olhar esverdeado, deixavam-me congelado mas quente, onde me deixava encantar pelas suas aventuras e experiências de vida. A noite era sempre algo importante. Eram aqui que tínhamos as conversas mais atribulas mas também era o sitio e altura em que os sentimentos eram desarmados com a facilidade do vento em levantar as folhas de uma árvore em desfolhada.
Cada dia era uma boa batalha, sem feridos nem derrotas. Entre a escrita, que me deixava levar os sentimentos, até aos pequeninhos abraços e prendinhas que dêmos, tudo pareceu uma bela amizade, onde cada um tinha conquistado o coração de cada um.
No hora de despedida, ficou a tristeza, não de o ver partir, mas de nunca poder ter dito o que realmente sentia. Quando me apercebi de tal sentimento, começou a luta interior, que me fez o meu coração estremecer.
Não hesitei em aproximar me para sentir os seus braços nos meus, onde as lágrimas foram escorrendo o que sentia em pequenos gotinhas de cristal. Era impossível ali, evitar os seus lábios, que tocando nos meus, fez ainda mais estremecer o meu coração, inundando de um amor tão inexplicável como o momento que vivemos.
Vê-lo partir desfez-me o coração em pequenos grãos de areia. Ficou a saudade de ver novamente um sorriso tão belo, mas sobre tudo, de um abraço que ficou guardado para o momento certo. Sentia o seu sabor por entre os meus lábios. Fechando os olhos ainda conseguia senti-lo, ouvi-lo...
Ao longe, só o vi o seu carro desvanecer-se no meio do dourado da seara, que cobria toda aquela zona. Parvamente, chorando, dizia adeus.... E aí caí em pranto no chão.
Sempre o amei....
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