Sinceramente, sentei-me literalmente no meio da rua, a olhar para a lua meia tapada pelas nuvens e viagem por todos os espaços onde eu parei uns momentos a contempla-la. Portanto, fiz uma grande viagem e ai apercebi-me que estava a falar com a lua, a espera que algo acontece-se nem deparando-me com o frio deixei que esses pensamentos viajassem por esse mundo onde fui feliz muitas vezes.
Perguntei-me a mim mesmo: porque falo eu com a lua se sei que ela mesmo estando distante? Percebi que esperava que alguém me ouvisse, mesmo que fosse os meus pequenos pensamentos curtos e super breves. O cúmulo é pensar que alguém ouvisse esses gritos afônicos desesperados, a espera de um pequeno retorno. Serei tolo talvez, em pensar que algum dia eu mesmo esperei ouvir esses mesmo gritos de desespero, ansioso por ir a correr para apaga-los com a grande bondade e alegria do meu pequeno ser, mesmo que sem jeito nem feitio.
Fustrações, desilusões e tristezas são sentimentos que brotaram no meu coração entristecido com as falhas de alguém que não viu nada nem a quem e que abdicou de algo que eu pensei que fosse eterno, tal como o facto de a luar se erguer sempre. Pensei que fosse uma fase, em que começamos pequenos, fomos grandes e brilhantes e agora, somos quarto minguante em que caminha quase para uma lua nova, nova de esperança, nova de vida mas distante de um novo começo.
Pensando, olhei para os meus defeitos: a lua também os têm. Apesar de brilhante e sempre presente têm os seus pequenos buracos e crateras, que iluminadas com aquele tom branco doce, faz defeitos em qualidades minúsculas. Por vezes, nem sempre os defeitos são suficientes para tapar a luz que temos. Esquecemo-nos de que por vezes a nossa maior luz vem de dentro. Esquece-mo-nos porque somos bombardeados por pequenos meteoros, pessoas que nos sugam todo o nosso brilho e beleza.
Portanto, falar com a lua não é nada mais do que percebermos que somos pequenos, mas com brilho, que apesar de sozinhos, somos vivos. Não dá-mos valor a Lua, mas ela não deixa de existir, continua lá, brilhante mesmo nas suas fases. Porque o verdadeiro valor vem de dentro, e mesmo não o vendo continua lá sempre. E vamos rodando, mudando as posições, localizações porque se pararmos, morremos. Se alguém nao valoriza, é porque não mereceu tanto quanto precisa dela.
Obrigado Lua por me explicares tão bem o que existir é já por cima uma graça, que os defeitos são um grande pilar brilhante que aprendemos a gostar e que aprende-se a gostar.
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