Quando a luz se apaga, fica o silêncio no meu quarto, onde levanto a cabeça para a ver a lua beijar os meus pès com a sua beleza naturalmente deslumbrante, que só ela sabe levar aos quatro quantos do Mundo. Com ela vem as estrelas mais pequeninas, pequenos pontinhos brilhantes e cheios de vida, onde pintam o cèu escuro num tom mais brilhante, como se fosse pequenas led's sintilantes.
Deitado, olho para o céu, com um olho para o meu telémovel, outro para o pequeno retrato que posso deslumbrar da janela. Por momentos, posso vaguear me fora da janela, viver os meus mundos como eu quero, sem ter que pensar naqueles momentos em que a noite me deixa com os sentimentos mais sensíveis. É aqui que eu penso mais em ti, e em todos os nossos pequenos momentos, que se calhar insignificantes, marcaram sempre o meu coração. É impossível conter a lágrima, não porque a tristeza impera dentro de mim, mas porque a vontade de poder reviver torna-se mais forte do que a vontade de viver.
As vezes não durmo, porque simplesmente espero que te lembres de mim ao deitar, com um simples boa noite. Não é controlar-te, é simplesmente porque sei que nesse momento a minha paz torna-se a minha lua e que posso dormir mais iluminado com a tua presença. Tal como um bom dia, relambra que te lembraste de mim, um boa noite relambra o quanto te importas comigo.
É quando a luz cai, que a minha lágrima cai, deixando a saudade arrastar-se pelos cantos do meu quarto, onde espera ouvir a tua voz nem que seja por pequenos momentos, onde deseja ver-te porque poucos instantes, beijar-te por momentos curtos e contemplar-te a distancia por outro bocado!

Sem comentários:
Enviar um comentário