sábado, 11 de maio de 2013

1 minuto de Prazer!

neste momento ja apaguei 3 vezes a mesma frase, porque perdido nos meus pensamentos, nem sei o que o meu coração quer escrever aqui, neste pedaço de memória. As vezes, não temos mesmo palavras para explicar o que sentimentos em certos momentos, porque só o coração compreende cada batida e cada sentimento, mesmo que seja minúsculo e sem sentido para quem está a vive-lo.

por vezes, são nos locais mais inesperados que encontramos pessoas que nunca pensaríamos encontrar naquele exato momento. Foi num lugar tão grande que encontrei alguém que não esperaria ver, não pelo menos tão cedo.

as esperanças não eram baixas, mas sim ocultas, porque sei que no fundo, a vontade de transpor o virtual para o real, seria bem maior do que a certeza de que nunca isso iria acontecer. Por momentos fiquei preocupado, porque no fundo do meu coração reside a incerteza de um dia nunca mais poder saber como e onde estas tu!

a impaciência tomou conta de uma noite cheia de barulhos e de álcool  misturado com o pequeno prazer que tive em pelo menos, poder ter tido a sorte, de transpor para a realidade aquilo que ja tinha tomado como certo no mundo cibernético. Apenas num minuto, senti o meu pequeno sonho realizado, mesmo que fosse por uns pequenos momentos, o meu coração pode descansar e repousar da ansiedade de ter algum dia a sorte de conhecer alguém tão inovador como amigável.

ao luar deixei repousar o meu coração, e conversando com a minha lua primaveril, agradecia o que me tinha dado de bom grado. Sempre me disseram que a paciência era uma boa virtude. De facto, é algo que não tenho em muita quantidade, completando com a pouca esperança que tinha, não porque me tinha dito que nunca me viria, mas sim pela dificuldade que tinha em perceber o que sentia e o que queria.

depois de horas de bebidas e de musicas alucinantes, eis que chegou, natural e timidamente sorrido em pequenas porções, lá fomos sentar enquanto bebíamos um pequeno digestivo tão prometido como o momento. Sentados debaixo de um gélido manto transparente de orvalho, fomos rasgando conversas sempre debaixo de uns sorridos fraquejados pelo cansaço. Eu aproveitava cada momento, sabendo que era o unico que possivelmente teria, para alargar horizontes e para explorar esses montes e vales de um coração complexo e batalhador.

o tempo voa, tal como a conversa, que seguia a ritmo alucinante noite dentro. Pareceu 1 minuto entre o sentar e o erguer do chão, mas um puro prazer que me fez rechear o meu coração, mesmo que gélido de um medo miudinho de ser um sonho em forma de pesadelo.

no final, ficou a felicidade e o agradecimento por ter vivido aquele momento como se fosse o ultimo que poderia ter, apreciando mesmo as pausas em que silenciamos para respirar. Pode não ser o fim, mas sei que de alguma forma fiquei triste com a despedida, não porque íamos embora, mas porque um dia pensei que não existiam pessoas assim.

o que queria mais? Mais um minuto de prazer.

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