segunda-feira, 25 de março de 2013

Fenix

Todos nós caminhámos todos os dias num caminho longo e cheio de armadilhas, onde o desconhecido nos consegue deitar por terra todos os nossos pequenos sonhos e ambições, que nas encruzilhadas e curvas dessa estrada, nos deixa sempre devastados por uma profunda tristeza e derrota.

Cada um de nós, que vive, sabe a dor de sentir que acordar de manhã e ter  que viver com o peso no coração que todos os dias teima em se espalhar, espetando as farpas de uma veneno tão mortífero quanto perigoso. Isto matá por dentro, de forma silenciosa vai se penetrando, levando-nos a loucura, ou mesmo até ao final de uma linha e por fim a sua morte.

Cheguei um dia a esse ponto, de querer acabar com o veneno que me atravessava por dentro, que me fazia chorar as lágrimas escuras e tão tenebrosas que me levaram ao limite de uma vida tão jovem e cheia de novas aventuras. Pondo os pés entre a queda e a continuação de um peso, resolvi morrer. A morte têm destas coisas: a mudança e a renovação de uma nova vida, de um novo ser.

Fiz o meu luto, continuo e desfiz-me em cinzas, tornando-me pó em que o vento e a escuridão se estabeleceram nas paredes do meu quarto por muito tempo. As lágrimas derramadas, já não eram mais pretas mas sim brancas, onde repousava a esperança de um renascimento tardio mas necessário.

Nestas alturas, as grandes pessoas que atravessaram o meu caminho deram um passo em frente, as fracas pessoas, essas, foi a oportunidade de ouro para varrerem o que restava de mim e deixar que o grosso vento me levasse para outras paragens. Felizmente, há sempre no meio de uma tempestade quem fique para cuidar dos feridos. Apesar do meu fracasso notório e de um coração desfeito em pó escuro, não me livrei de uns bons momentos de introspecção e de ensinamentos de alguém que estava de fora da minha cena do crime.

Quando se morre por dentro, o espírito faz com que tudo pareça vazio e sem nexo. Foram os abraços e as montes de dúvidas que foram sendo postas minuto a minuto que me fizeram colidir o ovo para que uma nova ave se nasça dentro das cinzas e que renasça para viver os novos caminhos.

Tal como uma fénix, eu nasci de novo para que possa viver melhor as novas batalhas e guerras que se aproximam. Custe ou não, um dia temos de abandonar o que mais gostamos para podermos ser mais fortes e mais lutadores. As boas pessoas, ficam sempre no nosso caminho.

Agora, é deixar a nova Fenix voar e aprender a cair novamente para que possa aprender sempre: a vida é dois segundos e neles temos que aprender que sorrindo tudo custa menos.

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