domingo, 23 de dezembro de 2012

Uma noticia desesperada

De fininho começou um dia belo de inverno, colorido pelas brilhantes cores de lâmpadas de natal espalhadas pela aquela confusa árvore, onde saltavam as pequenas raízes dobradas em 3.

Sentado, olhava 3 vezes para o relógio enquanto esperava por um sinal no céu estrelado, onde mal se via a lua, encoberta por uma leve camada esbranquiçada onde se viam pequenos pontinhos brilhantes. O vento soprava de fininho nas folhas numa dia de inverno tão aconchegante e o meu coração, ansioso, bombeava tão forte que ouvia as pequenas veias a transportar as pequenas gostas de sangue a cada pontinha da veia.

Olhei para o telemóvel  desesperando por uma noticia, mas o tempo parecia tão apertado que sentia os minutos tão longos como horas. Parecia envelhecer aos poucos. A ansiedade tomou conta dos meus momentos, que apesar de curtos, pareceram um eternidade sem fim numa corrida agoniante pela calma e serenidade daquele dia.

Ouvi um baralho, criado pelo vento. Olhei repentinamente para o meu telemovel a espera de algo brilhante e vistoso, mas vi a escuridão esbatida dos meus olhos, onde se viam as lágrimas agoniadas por um conjunto de letras que não vinha. O desespero abateu-se por boas novas.

Um pequeno bip ecoou pela sala, tão fininho e suave que quase nem se deu por ele passar.Ao longe, via-se o piscar verde de um pequeno led, que iluminava levemente o presépio de natal estendido num canto da sala. Atropelo me nos meus pensamentos e acordo para a minha realidade ansiosa. Levantei me levemente dando pequenos passos medonhos e curtos, tropeçando pelos fios e cabos que alimentavam aquele roidoso aquecedor.

Parei a olhar para o verde brilhante... com medo peguei no telemovel com receio do que viesse escrito.
"Cheguei" disse...

Aí acalmei o coração e parei sorrindo estupidamente...

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